sábado, 29 de junho de 2013

68. MAÇONARIA MODERNA.

PESQUISADO E POSTADO, PELO PROF. FÁBIO MOTTA (ÁRBITRO DE XADREZ).

REFERÊNCIA:
http://pessoas.hsw.uol.com.br/maconaria2.htm


Maçonaria moderna

Por volta do século 18, os maçons haviam evoluído, de uma guilda para uma organização de homens com uma filosofia muito distinta. Favoreciam a tolerância religiosa de preferência às normas severas da Igreja Católica e apreciavam o diálogo intelectual com seus irmãos. A maçonaria estava muito em moda, e seu quadro de membros estava mudando. Embora inicialmente apenas maçons "operativos", ou trabalhadores, fossem admitidos à organização, aristocratas e artistas, definidos como maçons "especulativos", começavam a ser aceitos, e com isso a maçonaria de certa maneira se converteu em um clube para cavalheiros.
Os modernos maçons nasceram em 1717, quando quatro lojas maçônicas em Londres, Inglaterra (em inglês) , se combinaram para formar a primeira Grande Loja, dotada de autoridade sobre todas as demais lojas no país. Grandes Lojas logo surgiram na Irlanda (em inglês), Escócia (em inglês) e Itália (em inglês), e, por volta de 1730, estavam se espalhando por toda a Europa. Em 1723, um maçom escocês chamado Dr. James Anderson escreveu "Constitutions of the Freemasons" [constituições dos maçons], o primeiro conjunto oficial de normas e estatutos para o grupo. Alguns homens acreditavam que os rituais maçons detivessem os segredos do Universo, transmitidos diretamente à ordem por Deus.

Domínio Público
Loja maçônica em
Aylesbury, Inglaterra

Foto cortesia
Plymouth Lodge - A.F & A.M.
 (em inglês)
Velha Grande Loja Maçônica, Boston 1895
Embora os maçons se sentissem muito satisfeitos com a sociedade que haviam criado, nem todos compartilhavam de seu entusiasmo. Governos e a Igreja suspeitavam do sigilo da organização e de suas crenças religiosas liberais. Em 1737, o rei Luís 15 proibiu a maçonaria na França. Um ano mais tarde, o Papa Clemente 12 proibiu os católicos de aderir à maçonaria, sob pena de excomunhão, e o governo português fez da adesão à maçonaria um delito passível de pena de morte.
Na próxima seção, aprenderemos sobre a chegada dos maçons ao Novo Mundo e o desenvolvimento de lojas maçônicas nos Estados Unidos depois da revolução.
Maçons e Igreja
A despeito de sua crença em um Ser Supremo e de sua rigorosa moralidade, os maçons jamais foram vistos de maneira favorável pela Igreja Católica, provavelmente porque rejeitavam os ensinamentos do catolicismo. Diversos Papas condenaram a prática e excomungavam os católicos que aderissem ao movimento. Em 1884, o Papa Leão 12 se referiu à maçonaria como "o reino de Satã".

67. OS MAÇONS E OS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS.

PESQUISADO E POSTADO, PELO PROF. FÁBIO MOTTA (ÁRBITRO DE XADREZ).

REFERÊNCIA:
http://pessoas.hsw.uol.com.br/maconaria1.htm


Os maçons e os cavaleiros templários

A Knight Templar.
Domínio Público
Um cavaleiro templário
Os maçons também foram conectados a uma misteriosa ordem conhecida como cavaleiros templários. Esses cavaleiros eram monges que, em 1118, tomaram armas com o objetivo de proteger peregrinos cristãos viajando de Jafa (uma cidade portuária em Israel (em inglês)) para Jerusalém. De acordo com a lenda, os cavaleiros templários descobriram o maior tesouro da história, enterrado sob as ruínas do templo do rei Salomão. Os cavaleiros se tornaram tão ricos que se tornaram alvo de inveja e suspeitas. Em 1307, o rei Felipe 4º da França ordenou a prisão de todos os templários, de modo que pudesse se apoderar de sua imensa riqueza. O que aconteceu aos templários depois de seuaprisionamento continua sendo um mistério, mas há quem diga que eles passaram a viver na clandestinidade e a realizar seu trabalho em segredo, ressurgindo na Europa do século 18 como os modernos maçons. Existe até uma teoria de que os templários, em seu desejo de vingança contra o rei Felipe 4°, influenciaram o início da Revolução Francesa.
Histórias como essas tendem a emprestar um tom dramático à história dos maçons, mas a explicação mais verossímil quanto à origem da irmandade pode ser encontrada na Idade Média. Na época, os reis e igrejas da Inglaterra, Escócia e França contratavam pedreiros para construir grandes castelos e catedrais. Na época, existiam dois tipos de pedreiros. Aqueles que trabalhavam com pedras comuns eram conhecidos como "pedreiros ordinários", e os que entalhavam formas mais complexas, em pedras menos duras, eram conhecidos como pedreiros livres, ou "free masons", duas palavras que se combinaram no termo "freemason", que designa a maçonaria em inglês. Os maçons desfrutavam de uma espécie de monopólio, em função de suas capacidades especializadas, e queriam preservar essa situação. Estabeleceram guildas comerciais para discutir sua profissão e o pagamento justo por seu trabalho, e fundaram lojas nas quais podiam comer(em inglês) e guardar suas ferramentas. E desenvolveram apertos de mão secretos, palavras-código e outros sinais para que pudessem se distinguir dos pedreiros ordinários.
Mulheres na maçonaria
Os maçons se definem como "irmandade", e os irmãos não permitem a adesão de mulheres. As mulheres passaram a ser excluídas do grupo no século 18, em parte porque os maçons temiam que o belo sexo os distraísse do trabalho a executar e revelasse seus segredos. Há alguns poucos exemplos conhecidos de admissão de mulheres, como o de Elizabeth Aldworth, que foi aceita em uma loja maçônica inglesa no começo do século 18, depois de ser apanhada bisbilhotando uma reunião. Hoje, há alguns grupos de mulheres conectadas aos maçons, como a Ordem da Estrela do Oriente.

66. INTRODUÇÃO À MAÇONARIA.

PESQUISADO E POSTADO, PELO PROF. FÁBIO MOTTA (ÁRBITRO DE XADREZ).

REFERÊNCIA:
http://pessoas.hsw.uol.com.br/maconaria.htm


Introdução


maçonaria
George Washington (em inglês) foi maçom, assim como Benjamin Franklin, Paul Revere e Henry Ford. Todos esses homens ilustres e influentes foram membros da maçonaria - membros privilegiados da maior e mais antiga irmandade mundial.
Ainda que conte com cinco milhões de membros em todo o mundo, a maçonaria é uma sociedade enigmática. Os maçons alegam que são apenas uma irmandade de pessoas com inclinações semelhantes que se reúnem regularmente para fins de esclarecimento espiritual e intelectual. Osproponentes de teorias de conspiração os vêem como um sigiloso movimento clandestino cujo objetivo é dominar o mundo.
Neste artigo, observaremos o mundo dos maçons. Descobriremos de onde eles se originam, separaremos a verdade das teorias de conspiração e descobriremos o que realmente acontece durante seus rituais.
Lendas de cavaleiros e reis
Se você perguntar a cinco pessoas diferentes sobre as origens da maçonaria, provavelmente ouvirá cinco versões diferentes. Alguns dirão que eles descendem dos antigos druidas. Outros os vinculam ao culto de Ísis e Osíris no Egito (em inglês) antigo. Ainda outros alegam que eles derivam de uma ordem de monges judaicos conhecidos como essênios, formada no século 2 a.C.
Washington maçon
Foto cortesia do College of Liberal Arts and Sciences, University of Florida (em inglês)
George Washington em trajes tradicionais da maçonaria

De acordo com alguns estudiosos da maçonaria, o movimento traça suas origens à construção do Templo do rei Salomão em Jerusalém, no ano de 967 a.C., evento descrito pela Bíblia no Livro dos Reis. De acordo com essa história, os construtores do templo foram os primeiros pedreiros, ancestrais dos atuais maçons (a palavra "mason" quer dizer também pedreiro, em inglês). A lenda concede papel central ao mestre dos construtores, um homem chamado Hiram Abiff, que alegava conhecer o segredo do templo. Um dia, três homens raptaram Abiff e ameaçaram matá-lo caso não revelasse o segredo. Quando se recusou a falar, Abiff foi assassinado. Depois de descobrir o homicídio, o rei Salomão ordenou que um grupo de pedreiros procurasse o corpo de Abiff e recuperasse o segredo do templo. Os homens não tiveram sucesso, e por isso o rei estabeleceu um novo segredo maçônico. Acredita-se que esse segredo seja a palavra Mahabone, que significa "a porta da Grande Loja se abriu", e hoje é usada como senha para chegar ao terceiro grau da maçonaria.
Na próxima página, estudaremos a relação entre os maçons e os cavaleiros templários.

65. LIVROS DE INTRODUÇÃO À MAÇONARIA.

PESQUISADO E POSTADO, PELO PROF. FÁBIO MOTTA (ÁRBITRO DE XADREZ).

REFERÊNCIAS:
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=4526

http://www.madras.com.br/portal/index.php?page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&product_id=504&category_id=14&option=com_virtuemart&Itemid=40&vmcchk=1&Itemid=40

Introdução à Maçonaria
António Arnaut 

Editora: 
Coimbra Editora 
Tema: 
Filosofia 
Ano: 
2012 
7.ª Edição 

Livro de capa mole 

ISBN 9789723220865 | 152 págs.
Peso: 0.190 Kg


Disponibilidade: 2 dias 


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Introdução à Maçonaria


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SINOPSE
Um livro indispensável para quem deseje conhecer o essencial da Maçonaria: princípios e valores fundamentais, origens e evolução, ritual e iniciação, esoterismo e segredo maçónico, bem como o papel da organização ao longo dos séculos na defesa dos grandes valores do Homem, traduzidos na clássica trilogia — Liberdade, Igualdade, Fraternidade.

O autor revela-nos ainda algumas figuras da Maçonaria portuguesa e estrangeira, que são, simultaneamente, grandes vultos da História Universal, traça o quadro maçónico português de 1727 à actualidade, dá-nos um esboço da "Opus Dei", que considera uma anti-maçonaria, e aborda as relações com a Igreja Católica. Publica, finalmente, vários documentos históricos, dos quais se destaca um artigo de Fernando Pessoa, uma carta de Almeida Garrett em defesa da Maçonaria e a Mensagem de investidura do autor como Grão-Mestre do GOL.

São também caracterizados os dois grandes ramos da Ordem Maçónica: o liberal ou adogmático representado pelo Grande Oriente Lusitano, Grande Loja Feminina de Portugal e Direito Humano, e o tradicionalista, representado pela Grande Loja Regular (Legal) de Portugal.

Por último, o autor publica a lista dos Grão-Mestres das Principais "obediências" portuguesas, desde a sua fundação até ao presente.

Livro oportuno e necessário para desfazer mitos e preconceitos, pois, como escreve o autor, a Maçonaria "continua envolta na névoa do mistério e na verrina da maledicência. Há no inconsciente colectivo um lastro de veniaga deixado pelos verdugos da Inquisição e dos regimes totalitários que, de quando em vez, ainda aflora no espírito dos incautos".

Que organização é esta, que cultiva a tolerância e o livre pensamento, que fez a independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa, liderou as revoluções liberais e republicana em Portugal, que teve e tem no seu seio, monarcas e presidentes da República, bispos e leigos, operários e intelectuais, crentes de todas as religiões e agnósticos de todas as sensibilidades?

Introdução à Maçonaria vem responder a muitas destas interrogações.


Introdução à Maçonaria - Doutrina, História e Filosofia
ISBN: 85-7374-876-1
Preço: R$57,90

Introdução à Maçonaria - Doutrina, História e Filosofia

Autor(es) : Rizzardo da Camino Páginas: 432


Descrição
Descrição: Introdução à Maçonaria - Doutrina, História e Filosofia, do respeitado autor Rizzardo da Camino, traz ao leitor os principais fundamentos da Ordem, desde as suas origens até os tempos da Maçonaria moderna, com seus landmarks.
Release: Introdução à Maçonaria - Doutrina, História e Filosofia, do respeitado autor Rizzardo da Camino, traz ao leitor os principais fundamentos da Ordem, desde as suas origens até os tempos da Maçonaria moderna, com seus landmarks. Aqui é mostrada a doutrina maçônica, com a apresentação de excertos e resumos entrelaçados ao conhecimento e à interpretação do autor, o que resultou em uma introdução clara e inteligente aos primórdios da Ordem. Nos últimos trinta anos, os historiadores brasileiros têm se dedicado a pesquisar fatos omissos e obscuros da história pátria e, dentre eles, deparam-se forçosamente com a presença da Maçonaria. Assim, neste livro, é abordada a História da Maçonaria no Brasil, trazendo ao leitor análises objetivas e atuais acerca do desenvolvimento da Ordem. O autor mostra, ainda, que é preciso reconceituar o que é a Filosofia, para aceitá-la na Maçonaria; entendendo-a não como um processo meramente intelectual e analítico, mas como uma atitude essencialmente racional e espiritual, a qual prepara o homem para que encontre sozinho o seu caminho, sem demagogias. Introdução à Maçonaria - Doutrina, História e Filosofia proporciona aos maçons brasileiros uma visão geral acerca da Ordem.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

64. A EXPRESSÃO MAÇÔNICA: "DO MEIO-DIA À MEIA-NOITE".

PESQUISADO E POSTADO, PELO PROF. FÁBIO MOTTA (ÁRBITRO DE XADREZ). REFERÊNCIA: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/3392737 A EXPRESSÃO MAÇÔNICA "DO MEIO DIA À MEIA-NOITE". OS RITUAIS DE LOJAS SIMBÓLICAS, DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO TRAZEM, LOGO NA ABERTURA - E TAMBÉM, NO ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS - PERGUNTAS ACERCA DO HORÁRIO DE TRABALHO DO MAÇOM. A INFORMAÇÃO É DE QUE ELES INICIAM OS TRABALHOS AO MEIO-DIA, SE ESTENDENDO ATÉ A MEIA-NOITE. - MAS O QUE SIGNIFICA TRABALHAR DO MEIO-DIA À MEIA-NOITE? A MAÇONARIA NA SUA PASSAGEM, DE OPERATIVA PARA ESPECULATIVA, ATRAIU INTELECTUAIS DE DIVERSAS CORRENTES DE PENSAMENTOS, QUE AGREGARAM ELEMENTOS MÍSTICOS E OCULTISTAS TIRADOS DA BÍBLIA; DA CABALA; DO HERMETISMO; DA ORDEM ROSA CRUZ (AMORC); DA ASTROLOGIA E DE ANTIGAS RELIGIÕES E PROCESSOS INICIÁTICOS. POR CONTA DISTO, ALGUMAS PALAVRAS, EXPRESSÕES E FRASES TÊM A SUA LÓGICA INTERPRETADA, DE ACORDO COM AS DOUTRINAS E SIMBOLISMO DAS CIÊNCIAS OCULTAS, DE QUE TANTO SE UTILIZOU A MAÇONARIA, ENTRE OS SÉCULOS XVIII E XIX. NO CASO "DO MEIO-DIA À MEIA-NOITE", A CITAÇÃO NÃO DEVE SER INTERPRETADA, NO SENTIDO LITERAL, MAS OBSERVANDO O SEU SENTIDO SIMBÓLICO. RAGON, CITADO POR BOUCHER (2000), APONTA PARA A ASTROLOGIA, A EXPLICAÇÃO PARA A SIGNIFICAÇÃO ESOTÉRICA, DESSA EXPRESSÃO. A ASTROLOGIA, SEGUNDO ELE, DA MESMA FORMA QUE DIVIDE O DIA EM DOZE (12) MESES (OU SIGNOS, TAMBÉM DIVIDE O DIA, EM DOZE (12) CORRENTES ASTRAIS (OU CASAS). CADA UMA DESSAS CASAS, POSSUI UM CARÁTER DETERMINADO. NESTE SISTEMA, O MEIO-DIA CORRESPONDE À DÉCIMA (10ª) CASA. O PÔR DO SOL REPRESENTA A SÉTIMA (7ª) CASA E, A MEIA-NOITE, A QUARTA (4ª) CASA. RAGON EXPLICA, QUE AO MEIO-DIA, SAI DA DÉCIMA (10ª) CASA, INDO PARA A ANTERIOR, QUE TEM A ESSÊNCIA DA RELIGIÃO E DAS QUESTÕES ESPIRITUAIS. DEPOIS DA NONA (9ª) CASA, O SOL ATRAVESSA A OITAVA (8ª) CASA - A DA MORTE, DA DESAGREGAÇÃO DO ANTIGO E DO NASCIMENTO, EM UM PLANO SUPERIOR. OS ASTRÓLOGO DERAM A ESTA PARTE DO CÉU, P SENTIDO DA "INICIAÇÃO", DEPOIS VÊM A SÉTIMA (7ª) CASA, PARA A SEXTA (6ª) CASA

sexta-feira, 22 de março de 2013

63. PERSPECTIVAS PARA A MAÇONARIA NO SÉCULO XXI.

Perspectivas para a Maçonaria no Século XXI Ir.´. Francisco Simas M.´.I.´.(13/09/46 – 09/06/2010) Conclusão de Por que Maçonaria e Política? Aqui vai uma tentativa de proposta, que vai buscar na experiência histórica o norte da ação transformadora. Sem a história, é impossível entender o que se passa no mundo, pois ela possui uma estrutura e um padrão que nos permitem verificar de que modo os vários elementos reunidos no interior de uma sociedade contribuem para a deflagração de um dinamismo histórico ou, inversamente, não conseguem provocar tal dinamismo. Sabemos que determinada etapa histórica não é permanente e a sociedade humana é uma estrutura bem sucedida porque é capaz de mudança; o presente, não é o seu fim. O exemplo da burguesia revolucionária, que foi sábia o suficiente para reunir todos os ingredientes que possibilitaram o salto de qualidade, deve ser seguido, devidamente relativizado. Somos a única instituição no mundo capaz de se apresentar diante da história como agentes catalisadores da mudança, sem que confundamos nossas ações com as ações próprias de um partido político. Na minha avaliação a maçonaria está acima e além da luta de classes. Ela e só ela! Por sermos universais, podemos promover vários ensaios, encontros, congressos, etc… com todas as grandes inteligências do mundo, presentes na instituição. Se não estiverem, nós as traremos. Aqui é o lugar delas. Poderemos forjar novas lideranças mundiais a partir de nossas lojas universitárias. Deveremos ir aos parlamentos, forças armadas, Academia, etc… e buscar todos que se sentem compromissados perante o desafio de promover a necessária harmonia entre os elementos que formam a complexa tessitura de nossa marcha evolutiva. A exigência será a vocação para Homem-Humanidade. E , hoje, ser Homem-Humanidade é sonhar com um ordenamento social que desempenhe a função histórica de ultrapassar a emancipação provocada pela Revolução Francesa, superando os seus limites, isto é, criar uma emancipação universalmente humana e não apenas a de uma classe. Um congresso do GOSP talvez ajudasse a criar os mecanismos necessários para iniciar nossa trajetória, ao contribuir para a formação de uma massa crítica, tão distante de nós. Mas já poderíamos inicia-la seguindo a orientação do Ir.: Onias de procurar inserirmo-nos e participarmos de Associações de Moradores, Sindicatos, Partidos Políticos, Conselhos Regionais, etc… Até porque a história nos ensina que as conquistas sociais se deram em função de uma estreita aliança com as massas populares. Quanta experiência acumularíamos e que nos ajudaria a encontrar as variáveis que promovessem uma requalificação interna dos obreiros, definissem um perfil dos futuros candidatos e possibilitassem combinar internamente nossa disponibilidade de tempo, de tal ordem que as poucas horas disponíveis de um obreiro, multiplicadas pelo número de obreiros fossem suficientes para continuar a jornada racionalmente, isto é, sem os expontaneísmos. Poderíamos, aí, definir objetivos e as velocidades para alcança-los. Continuaremos fora da ribalta, fora do foco das atenções, onde se desenrolam os dramas da vida, até por que os bastidores são a especialidade da casa! Mas, se em alguma Loja Maçônica do futuro, nossos IIr.: fizerem referência às ações dos IIr.: do passado, que não permitiram que se apagasse a chama do compromisso histórico de participar da criação de um ordenamento social fundado nos princípios da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, com certeza eles estarão falando de nós. Share this: REFERÊNCIA: http://bibliot3ca.wordpress.com/perspectivas-para-a-maconaria-no-seculo-xxi/ PESQUISADO E POSTADO, PELO PROF. FABIO MOTTA (ÁRBITRO DE XADREZ).

62. A MAÇONARIA NO SÉCULO XXI.

UM BANQUETE MAÇÔNICO, NA FRANÇA, EM 1840. FONTE DA GRAVURA: WIKIMEDIA-CC. A maçonaria no século XXI. Da mais importante instituição do ideário moderno à consolidação das atividades solidárias: as transformações das lojas maçônicas ao longo dos séculos. José Rodorval Ramalho. 1/8/2011 Tamanho da letra: Aumentar Diminuir Comentar essa matéria Versão para impressão Envie essa matéria para um amigo Um banquete maçônico, na França, em 1840 / Fonte: Wikimedia-cc. A chegada da Maçonaria ao Brasil, no final do século XVIII, pode ser entendida como um dos sinais do processo de modernização do país. A instituição foi o mais importante espaço de divulgação do ideário moderno (mesmo que mesclado com um mais tradicional) e conseguiu atrair uma parcela significativa da elite para dialogar, à sua maneira, com os ideais iluministas emergentes no período. A atividade maçônica formou, a partir do início do século XIX, uma rede de lojas por todo o território brasileiro e organizou o que, provavelmente, foi a primeira atuação política articulada (nacional e internacionalmente) de uma instituição civil de que temos notícia no nosso país. Funcionava como uma espécie de arena para discussões voltadas ao processo de modernização, a Independência, a abdicação de Dom Pedro I, o abolicionismo, a questão religiosa, a separação da Igreja do Estado, o movimento republicano e outros assuntos menos comentados. O ambiente maçônico é um lugar que privilegia discussões filosóficas, atividades filantrópicas, debates sobre a realidade sócio-econômica e cultural. Ao mesmo tempo, a maçonaria é uma instituição secreta, iniciática e, consequentemente, aristocrática, na qual só participam homens (pelo menos no “movimento maçônico regular”), alfabetizados, sem defeitos físicos, maiores de idade e com nível de renda suficiente para assumirem os custos da filiação à instituição; instituição na qual a hierarquia está presente em todos os seus procedimentos, desde a estratificação em graus de iniciação, até os vários níveis de luto quando da morte de seus integrantes. Ao longo do século XX o adensamento da sociedade civil e a consequente emergência de novos atores no espaço público fizeram com que a maçonaria perdesse aquele protagonismo identificado no século XIX. Mesmo assim a organização está presente em todas as capitais e principais cidades do país. Além disso, estima-se que somente o Grande Oriente do Brasil (GOB), uma das federações maçônicas brasileiras, abrigue em torno de 100 mil maçons, nas suas mais de 2.200 lojas. A taxa de crescimento do número dessas lojas girou em torno de 10% nos últimos dez anos. A maçonaria, portanto, não está se desintegrando, continua em expansão. Podemos verificar na solidariedade maçônica um conjunto de atividades que procura apoiar, auxiliar, defender e acompanhar maçons e não-maçons em situações adversas, contingentes ou permanentes. Essas ações que, quase sempre, se desenvolveram por meio das próprias lojas, já se viabilizam a partir de organizações civis criadas especificamente para estes fins. A maçonaria também tem participado intensamente de várias campanhas, entre elas, contra o trabalho infantil e contra as drogas. Tais campanhas são encaminhadas conjuntamente com órgãos estatais (como as prefeituras, Polícia Federal, Ministério do Trabalho), instituições internacionais (como a OIT e a Unesco) e várias outras organizações da sociedade civil. Outro tipo de ação solidária que também pode ser observada no universo maçônico é aquela que socorre imediatamente cidadãos que se encontram em situação de extrema dificuldade de sobrevivência e envolve arrecadação de alimentos, remédios, roupas, cobertores, como é o caso das campanhas de ajuda aos flagelados da seca no Nordeste e aquelas campanhas que se solidarizam com vítimas de outras catástrofes naturais (cheias, epidemias, desabamentos etc.). Muitas ações maçônicas passam despercebidas, não somente pelo fato da instituição primar por certa discrição, mas também porque no imaginário sobre a Ordem sempre se destacaram outros aspectos que giram em torno dos seus segredos rituais, da proibição da participação das mulheres, do seu anticlericalismo, da sua suposta onipresença nos espaços de decisão política e muitas outras representações que foram se fixando ao longo dos tempos e que construíram, muitas vezes, uma imagem distorcida da maçonaria. A pesquisa social, no entanto, tem feito muito pouco para compreender esse tipo de ação da instituição que vem desempenhando um papel importante na formação da nossa cultura associativa, na nossa tradição assistencial e no nosso modelo de voluntariado. Podemos considerar, pelo menos, quatro hipóteses para esse desinteresse: a) a maçonaria se manteve muito fechada ao diálogo com a academia; b) a instituição, de fato, perdeu importância com a expansão do associativismo em geral; c) a maçonaria foi identificada com a ditadura militar em função do seu apoio explícito à contrarrevolução de 64; d) o estudo sobre elites não é o forte da pesquisa social brasileira. O percurso da maçonaria não é linear ao longo da história. Nos três séculos de sua existência, viveu muitos momentos de glória, bem como situações extremamente difíceis. Perseguiu e foi perseguida. Em todos esses momentos, os maçons reinventaram suas próprias tradições para continuar seu caminho. Resta saber se essa força e capacidade continuarão a caracterizar a instituição neste século que se inicia. José Rodorval Ramalho é professor de Ciências Sociais na Universidade Federal de Sergipe e autor de “Novae sed Antiquae: tradição e modernidade na maçonaria brasileira” (Ed.Ex-libris, 2008). LINKS RELACIONADOS: A influência das sociedades secretas na política. Hitler exigiu que se bombardeasse o Brasil. TAGS: Abolição, D. Pedro I, Independência, José Rodorval Ramalho, Novae sed Antiquae: tradição e modernidade na maçonaria brasileira, maçom, maçonaria, maçons. REFERÊNCIA: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/a-maconaria-no-seculo-xxi PESQUISADO E POSTADO, PELO PROF. FÁBIO MOTTA (ÁRBITRO DE XADREZ).